A propósito desta
crónica, lembrei-me de um encontro que tive com um embaixador de um país da América Latina. Colocado em Portugal há alguns anos, conhecia, com pormenor, a nossa geografia e as nossas manias. Não compreendia a tendência (a doença?) dos portugueses para a sua própria desvalorização, para a avaliação sempre negativa do que era seu. Nunca havia nada de bom ou de belo que não tivesse um
mas. Fulano era um excelente escritor
mas vivia no estrangeiro. A paisagem era única
mas o acesso uma desgraça. O sol era esplendoroso
mas a nortada estragava tudo. Um país do
mas só pode ser um país adversativo.