quarta-feira, 25 de maio de 2011

Segurança, identidade, tecnologia

Para quem se interessa por estes temas, o site do Prof. Benoît Dupont é fundamental.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Cautelas subservientes

Fico indignado com as cautelas subservientes dos entrevistadores ou das ditas sempre que têm pela frente algum afamado dirigente futebolístico.

domingo, 22 de maio de 2011

Domingo à tarde

O Dr. Paulo Portas não quer ser o pau de cabeleira de um qualquer futuro governo. É uma pretensão legítima. Sabendo que está a um passo de uma votação histórica, dar passos atrás seria reconhecer uma derrota. A política tem destas coisas: o CDS/PP a driblar pelo centro e não pela raia que lhe seria natural.

Manhã de domingo

Estive a rever o debate. A questão de facto não é a de saber quem foi o vencedor ou o vencido. Ou se houve empate. Tornou-se nítido, nesta revisão, que o que importa é saber o que se quer: se a esquerda a enfrentar a crise, se a direita a servir-se da crise. Os votos o dirão.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Não são favas contadas

A associação desnaturada que levou às eleições não perspetivou o futuro, complicou o presente. À crise global dos dinheiros acrescentou-lhe a crise paroquial da política. Não clarificou, desatinou. Não estimulou, traiu. É essa responsabilidade que não pode deixar de pesar no voto de cada um.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A água do Público

No Público, na página 26, que é uma página que fica à esquerda, e no seu canto esquerdo, ao fundo, lá vinha a notícia:
“A quebra no consumo de bens duradouros no mercado europeu levou a venda de automóveis ligeiros a tombar 4,1 por cento entre os 27 da União Europeia (UE) no último mês, face ao mesmo período do ano passado. Mas não só: o aumento do desemprego e as dificuldades de acesso ao crédito também ajudaram à quebra nas vendas em Abril para pouco mais de um milhão de veículos. Só em 1995 o número de carros vendidos ficou abaixo deste patamar.”
Não valia a pena escondê-la assim tanto para que continuem a vender a ilusão de que a crise é apenas quase nossa.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Novas oportunidades

Há quem não as mereça.

Arquétipos

Não deixa de surpreender que sob uma retórica de esquerda se oculte um arquétipo de direita. É esse o registo da Dra. Maria José Morgado ao declarar que “a melhor prevenção da corrupção é a repressão”. Da corrupção? E dos crimes outros? Talvez fosse mais didático ter declarado, tout court, “a melhor prevenção criminal é a repressão”. Mas não seria a mesma coisa...

domingo, 15 de maio de 2011

O grau zero da política

O Dr. Eduardo Catroga cala-se e, em troca, será (seria) ministro.

sábado, 14 de maio de 2011

Os primórdios da derrota

Há um discurso que cansa e as sondagens dão disso prova. Quando se faz da política um ruído e da mentira uma alcavala, não se podem esperar grandes resultados. O que se devia julgar em sobriedade, perdeu-se em indignidade.

Mistério

O que aqui escrevi sob a epígrafe Uma justiça perigosa evaporou-se. Não por teimosia, mas apenas para fazer justiça à estória, renovo a ligação.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Pina, Manuel António

Garanto que não meti nenhuma cunha para que o poeta Manuel António Pina ganhasse o Prémio Camões 2011.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sem causas

O Dr. Eduardo Catroga tornou irrelevante o discurso político. À falta de causas, enveredou pela ignomínia. Não é tribuno quem quer nem jardineiro quem não gosta de plantas.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Uma justiça outra

Não é possível governar a justiça contra os seus atores, mas não será melhor deixá-la governar-se pelos seus protagonistas. Os casos que arrepiam as consciências tornaram-se banalidades. Há uma fragilidade moral na justiça que lhe inviabiliza o futuro. Digo-o sem constrangimento, afirmo-o nos factos e não no direito. Em tempo de eleições, é manifesta a incapacidade política para que, com radicalidade, se afirme uma justiça outra.

Pau de cabeleira

Os tratos de polé que têm visado o CDS-PP não vão ficar por aqui.

domingo, 8 de maio de 2011

Aforismos

A Casa da Suplicação permite-nos conhecer, em versão aforística, o melhor da jurisprudência que o Supremo Tribunal de Justiça produz no âmbito penal. Não esperava, porém, encontrar um acórdão que possibilitasse o seu resumo em LXX aforismos. É um verdadeiro curso de direito (e processo) penal.

sábado, 7 de maio de 2011

A dimensão patriótica do discurso

É assim mesmo. Ou nós, ou eles. Parecendo uma determinação, apenas pretende esconder uma incomodidade. O xeque-mate ao eleitorado costuma ser uma estratégia fatal.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Escutas, por partes VII

O que aqui se descreve, não é apenas um problema do jornalismo ou de jornalistas. É uma questão da justiça que precisa de solução urgente.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A crise, a dos mensageiros

Não há ajudas externas para os mensageiros. A sua crise é a da credibilidade. Não noticiam, palpitam. Não comentam, desdenham. Erram na gramática e na deontologia. Ninguém os quer matar, são eles que se suicidam.

A grande vitória

O país recomenda-se. É essa a grande vitória de José Sócrates.

terça-feira, 3 de maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

Paciência santa

Nem com uma santa paciência é possível aturar o comentarista professor, em versão compungida, a debitar palpites sobre a beatificação de João Paulo II.

Ignorância ou brincadeira

O Dr. Eduardo Catroga, ou não sabe para que servem os tribunais, ou quer brincar aos tribunais. Ignorância ou brincadeira, a verdade é que o discurso da credibilidade é cada vez mais o ruído da instabilidade.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

De beca e à bo(r)la

É natural que haja magistrados que gostem de jogar à bola: uns, no campo; outros, na secretaria. São exercícios de convívio social ou de actividade cívica. A lei não os proíbe nem seria razoável que os não permitisse. Foi oportuno e clarividente o esclarecimento que o Presidente da Associação Sindical dos Juizes Portugueses, um dia destes, prestou ao “Público”: «Estatutariamente, os juízes só estão proibidos de exercer cargos remunerados, mas não estão impedidos de exercer cargos nos órgãos jurisdicionais das federações desportivas.» Mas foi mais longe e mais pertinente: «Pelo contrário, a participação de magistrados nesses órgãos pode contribuir para credibilizar as suas decisões.»
A verdade desportiva é uma das que está nas preocupações da sociedade. Ainda que invocando-se razões diversas, a dita verdade tornou-se o motivo de discursos inflamados, de causas litigantes ou de imputações indecorosas. Uma verdade tão importante que o legislador, entidade que vela pelo nosso destino, decidiu dar a forma de crime à mentira desportiva.
Tudo estaria bem e seria pacífico se os jogos da bola não fossem também jogos de compras e vendas, de activos e passivos, de cheques e percentagens. Enfim, um negócio. Um imenso negócio sem rei nem roque e, dizem, com gritantes fugas ao fisco.
Os tais órgãos jurisdicionais da bola, quando decidem, decidem também, e não tão indirectamente como se poderia argumentar, sobre um negócio ou a possibilidade dele. Creio não ser necessário exemplificar. O que se questiona, neste panorama, é se a moral e a deontologia aconselham e avalizam as palavras atrás transcritas.
Mas escrito tudo isto, ainda não disse ao que venho. E ao que venho é à procura de um esclarecimento cabal por parte da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga Portuguesa de Futebol Profissional:
Quanto custam a estas duas instituições os seus órgãos jurisdicionais?
Quanto pagam aos seus membros pela participação em cada reunião?
E pelo alojamento?
E por cada quilómetro quando viajam em carro próprio?
E pelo almoço?
E pelo jantar?

É preciso pôr estes dados, e outros conexos, em cima da mesa. Para que a bola não fique no ar e a borla na suspeita.

In Os Cordoeiros, 29 de Abril de 2004. Recuperado pelo António Maria em Renascer!...