quarta-feira, 11 de julho de 2012
Melhor segurança, melhor investigação
O General Loureiro dos Santos escreve, no Público, um interessante texto sobre a necessidade de ser ter uma força militar “especialmente formada e preparada para o exercício da segurança interna”. Trata-se da defesa da GNR e da sua importância no combate a uma “criminalidade organizada e muito violenta, de ameaças de elevada intensidade a pontos sensíveis e da possibilidade de ocorrerem ações que paralisem áreas críticas do funcionamento da sociedade ou perturbem o exercício da autoridade do Estado”. Já aqui e aqui teci algumas considerações sobre a GNR. Creio que a sua vocação militar, preenchendo o território nacional, exige uma rigorosa definição das suas competências que esteja para além da mera divisão geográfica que agora partilha com a PSP. Ainda que recentes, não será difícil concluir que são urgentes novas leis de Segurança Interna e de Organização da Investigação Criminal.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Conselhos
O Comissário dos Direitos do Homem do Conselho da Europa subscreveu um relatório sobre a sua deslocação a Portugal de 7 a 9 de maio último. Aí acentua que os grupos sociais mais atingidos pelas medidas de austeridade são as crianças, os idosos e os ciganos.
Também em resultado dessa visita, escreveu uma carta à Ministra da Justiça recomendando a resolução da duração excessiva dos processos judiciais, o reforço das medidas contra a discriminação e a erradicação dos abusos e violência contra os idosos.
Também em resultado dessa visita, escreveu uma carta à Ministra da Justiça recomendando a resolução da duração excessiva dos processos judiciais, o reforço das medidas contra a discriminação e a erradicação dos abusos e violência contra os idosos.
domingo, 8 de julho de 2012
Discurso de vinganças
Em 3 de junho de 2011, escrevi que um discurso de vinganças não poderia sustentar um país nem um voto. Afinal, rendeu os votos suficientes e alavanca uma política. Pouco lhe falta para sustentar o país.
sábado, 7 de julho de 2012
Um político não
Um primeiro-ministro que não sabe que um não assunto é sempre um grande assunto é um político não. Ler Chesterton ajuda, ou as memórias de Mário Soares também.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
A incomodidade constitucional
É manifesta a incapacidade liberal para lidar com as questões constitucionais. Não se tratando apenas de um problema português, vale a pena ler este artigo do Prof William E. Forbath publicado em The New York Times com o título Workingman`s Constitution.
O tal acórdão
Parece-me óbvio que a única conclusão que se pode tirar do Acórdão do Tribunal Constitucional é que, em 2013, o Governo não pode deixar de pagar os subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e aos pensionistas. Pagando-os, como vai tirá-los a seguir é outra questão.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Cursos há muitos
O curso do Dr. Miguel Relvas vale o que vale. Não será pelo curso que ele, Dr. Miguel Relvas, vale mais ou menos. Há uns anos, já bastantes, quando havia falta de cursos, era o diploma da quarta classe que se obtinha de uma forma mais ligeira, a fim de se poder tirar a carta de condução automóvel. Hoje, que há muitos, um curso é um dê erre que, para o caso, não habilita mas nobilita. Pelo menos, é o que os tolos pensam.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Twittar sem privacidade
O que se twitta pertence à esfera privada ou pode ser armazenado e e utilizado no âmbito de uma investigação judicial? Um juiz americano entendeu que twittar não goza da garantia constitucional que protege a vida privada.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Política do descrédito
O Ministério da Saúde está a fazer aos médicos o que o Ministério da Justiça já fez aos advogados: descredibilizá-los. Se partir de casos contados generalizando-os é uma imoralidade, governar criando fantasmas não redime um país.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Conflitualidades
Uma das características da democracia, da nossa, tem sido a de uma constante conflitualidade entre o governo e o procurador-geral da República. Independentemente dos partidos políticos que determinam os governos ou das diferentes personalidades dos sucessivos procuradores, a coesão institucional, que deveria existir na prossecução de fins que são comuns, tem sido relegada para uma tensão que parece impossível de ultrapassar. De Laborinho Lúcio e Cunha Rodrigues a Paula Teixeira da Cunha e Pinto Monteiro, para além de alguns cambiantes ocasionais, é um sistemático desacordo o que tem regido as suas relações de poder. Apesar disso, apesar dessa tensão, o cargo de procurador-geral da República tem-se mostrado estável. Cunha Rodrigues saiu quando achou oportuno, Souto Moura terminou, heroicamente, o seu mandato, e Pinto Monteiro não abdicou de cumprir o respetivo prazo.
Adenda: Há leitores preciosos. Onde está Cunha deve ler-se Cruz. Penitencio-me pelo lapso.
Adenda: Há leitores preciosos. Onde está Cunha deve ler-se Cruz. Penitencio-me pelo lapso.
Condenação social
Um professor foi absolvido da prática de crimes de abuso sexual de crianças. Julgado alguns anos depois, a absolvição não afasta a condenação social que, com certeza, já sofreu ao longo desse tempo. Há alguns meses, também com um professor, deparou-se-me caso idêntico num outro concelho do interior. São situações dramáticas que exigiriam uma avaliação das investigações e das suas insuficiências.
domingo, 24 de junho de 2012
sábado, 23 de junho de 2012
Conformidade constitucional
Não se conhecendo o texto sobre as alterações que o Ministério da Justiça irá propor no âmbito do processo penal, particularmente as que dirão respeito a uma justiça sumária, será prematura qualquer avaliação sobre a sua conformidade constitucional. O artigo 32º da Constituição da República estabelece as garantias de processo penal, sendo certo que a jurisprudência sobre esta matéria não abunda. O que se poderá antever será um aumento dos tão diabolizados recursos, a não ser que o Senhor Presidente da República, antecipando-se, garanta a conformidade constitucional de tais alterações.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
A troika constitucional
À terceira, o PS encontrou um nome que agradou ao PSD. A declaração do líder da bancada parlamentar do PSD sobre uma eventual extinção do Tribunal Constitucional não deve ter assustado o PS nem deve ter nada a ver com o caso. A verdade é que não se ganhou em credibilidade o que se perdeu em dignidade.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Paternidade prévia
Em matéria de investigação da paternidade, os passos da ciência têm sido largos. A possibilidade de determinar a paternidade ainda durante a gravidez, sem a utilização de métodos invasivos, é um novo desafio para a lei e para a justiça.
Perfis de ADN, os números
A Base de Dados de Perfis de ADN integrará, para efeitos de investigação criminal, dois ficheiros essenciais: um, de perfis de ADN respeitantes a arguidos condenados; outro, de perfis de ADN relativos a amostras recolhidas “em local de crime”. Para se ter uma noção do desenvolvimento que a Base tem tido desde a sua criação, é importante saber o número de perfis respeitantes a arguidos condenados. Mas não é menor a importância de saber o número de perfis obtidos em cena de crimes que estão por resolver. Só este último nos poderá dar a dinâmica da investigação na utilização deste meio de prova.
terça-feira, 19 de junho de 2012
ADN e inocência
"Data from Virginia's post-conviction DNA project support the innocence of 33 persons convicted of sexual assaults from 1973 to 1987 concludes an Urban Institute study."
Richmond Times - Dispatch
Richmond Times - Dispatch
domingo, 17 de junho de 2012
Responsabilidade em duplicado
A corrida a procurador-geral da República foi lançada; sem pudor, diga-se. O Senhor Presidente da República nomeou o atual. Admitindo que este não será reconduzido, cabe-lhe nomear o próximo. Aprender com os erros passados distingue os políticos e beneficia as pátrias. Num tempo em que o tempo corre, esta escolha vai ser marcante no seu segundo mandato. Qualquer deriva corporativa e/ou tentação clientelar arriscam a já débil credibilidade da instituição.
sábado, 16 de junho de 2012
Dúvida
Ainda não descobri quem mais sabe de corrupção: se a dra Maria José Morgado, se o dr Paulo Morais.
O descrédito
Os serviços de informações tornaram-se no crédito mal parado deste Governo. Enlearam-se na teia, sem glória nem tragédia. Apenas por gestão ruinosa.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Alvaiázere
Alvaiázere é a capital do chícharo. Durante esta semana, divulga o seu património com uma Feira e um Festival Gastronómico. No centro da Vila, o Palácio da Justiça é ainda um símbolo da identidade local. Em breve prazo, será mais uma ruína de uma engenharia judiciária que o voto não validou.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Escolhas
Ao início da tarde (foi, pelo menos a hora a que o ouvi), o chefe parlamentar do PSD anunciava ao país que tinha sido obtido um consenso sobre os nomes a indicar para o Tribunal Constitucional, deixando antever que ainda hoje o segredo seria desvendado. Sabendo, já que público, quem são os nomes indicados pelo CDS e pelo PSD, não deixa de ser insólito o silêncio do PS e a jogada de antecipação do PSD. O que está em causa em futuras decisões do Tribunal Constitucional é demasiado importante para que a sua constituição se jogue na discrição, na opacidade, dos bastidores.
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