O texto a seguir transcrito pertence ao artigo "Obesidade informacional nas relações de consumo: a vulnerabilidade do consumidor frente ao excesso de informação", da autoria de Paulo Roberto Fogarolli Filho e Ana Elizabeth Lapa Wanderley Cavalcanti, publicado na Revista da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, nº 89, de jan.-jun de 2025. Deve ser lido AQUI.
"O novo mercado tecnoconsumerista orquestrado pelos fornecedores criativos e fomentado pelo consumidor moderno pode, à primeira vista, ser sedutor
e oferecer vantagens pela possibilidade de um consumo rápido, prático e instantâneo, no entanto, apresenta malefícios para as relações de consumo, notadamente pelo excesso de informação.
A intensidade e o excesso de informação que circula no novo mercado
tecnoconsumerista impactam a qualidade do consumo pelo consumidor, tornando-o um obeso informacional.
A obesidade informacional revela uma nova faceta da vulnerabilidade
do consumidor frente aos fornecedores, pois o consumidor passa a receber o
conteúdo da informação sem ao menos desejar ou escolher, tornando-se refém
de novos métodos publicitários que inundam as relações de consumo de forma
inadequada.
Deve-se inserir a educação para o consumo como prática ao combate do
consumo inconsciente e desmedido, formando-se uma consciência coletiva que
incentivará o consumo saudável e, por consequência, trará uma imposição aos
fornecedores da geração de uma informação mais adequada e precisa aos consumidores, observando-se e cumprindo-se o direito de acesso à informação previsto no Código de Defesa do Consumidor e na Constituição Federal de 1988."