terça-feira, 24 de março de 2026

"A justiça não se reforma assim"

Do artigo de Maria de Lurdes Rodrigues, publicado no Jornal de Notícias, com o título em epígrafe, transcrevo:

"O Governo apresentou agora uma proposta de alterações pontuais de alguns artigos do Código do Processo Penal que, no seu conjunto, diminuem os direitos dos cidadãos e as suas garantias de defesa, sobretudo em dois planos: no dos custos da justiça, aumentados, e no dos prazos para a defesa, reduzidos. As propostas partem do pressuposto de que os cidadãos recorrem à justiça de forma injustificada e abusando dos meios de defesa. Portanto, devem suportar custos dissuasores, como taxas e multas, e ter menos garantias processuais.
Porém, não são os cidadãos e os advogados os principais responsáveis pelos atrasos dos processos. Os advogados estão sempre limitados por prazos perentórios, enquanto juízes e magistrados consideram que, para tribunais e Ministério Público, os prazos são apenas indicativos. Ora, não há, na proposta do Governo, a preocupação de impor rapidez nas decisões dos tribunais, na ação do Ministério Público, na fase de inquérito, do juiz de instrução, na instrução, do juiz, no julgamento, ou dos desembargadores e conselheiros, nos recursos. Nem se preveem consequências para a demora, do Estado, nas diversas fases processuais e para os atrasos de juízes e procuradores."

segunda-feira, 23 de março de 2026

Preocupações outras

A operação policial Espelho II, no âmbito da exploração de imigrantes, teve um significativo relevo mediático. Foram levados a julgamento 33 arguidos: 22 pessoas, 7 das quais em prisão preventiva. e 11 empresas. Em primeira instância, no Tribunal Judicial de Beja, 4 dos arguidos em prisão preventiva foram absolvidos e de imediato restituídos à liberdade. Durante a audiência, o Ministério Público sustentou que todos os arguidos deveriam ser condenados pelo crime  de associação criminosa que lhes era imputado: todos foram absolvidos quanto a este crime. Comunicar a justiça é também explicar estas situações. 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Preocupações

 

Na última página do Jornal de Notícias de hoje.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Uma justiça irrelevante

Quatro detidos no âmbito da operação policial designada Lúmen, mesmo antes de erem ouvidos por um juiz de instrução criminal, já foram julgados e condenados. É uma situação recorrente que o Conselho Superior da Magistratura e o Conselho Superior do Ministério Público ignoram. A justiça tornou-se um depois irrelevante.

Serviço cívico

 

Almedina, Saldanha, Lx
19 de março, 18 horas

terça-feira, 17 de março de 2026

Novas buscas autárquicas

Para memória futura, aqui ficam registadas as Câmaras Municipais que hoje, no âmbito de uma mesma ação policial, foram alvo de buscas: Maia, Lisboa, Figueira da Foz, Viseu, Trofa, Ovar, Póvoa do Varzim, Lamego, Santa Maria da Feira e Tavira. 

sábado, 7 de março de 2026

Isto não é justiça

"Um agente da PSP foi pontapeado e esmurrado, em 2007, na estação de metro do Cais do Sodré, em Lisboa, quando identificava um passageiro sem bilhete. Por tais factos, pediu uma indemnização de 95 mil euros, ao abrigo de um decreto-lei que prevê compensações para funcionários públicos vítimas de atos criminosos com caráter de intimidação ou retaliação, mas o Governo não lha concedeu. O polícia recorreu para o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa, que lhe deu razão. Porém, após recurso do Ministério da Administração Interna, o Tribunal Central Administrativo do Sul decidiu, 19 anos depois, que aquele não tem direito à indemnização."

Jornal de Notícias, de hoje, pag. 18