Da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR):
"Dois reclusos morreram no Estabelecimento Prisional da Carregueira com menos de 48 horas de diferença. Um no passado domingo e outro na terça-feira 25.08.
O número de mortes nas prisões portuguesas, neste ano de 2026, é assustador mas nada inesperado ou impensável.
As nossas cadeias são uma antecâmara da morte.
Condições de vida terceiro mundista com celas degradadas, imundas, carregadas de parasitas de toda a espécie, uma alimentação indigna que deveria envergonhar os políticos que permitem que sejam servidas a ser humanos, falta de cuidados médicos e um dia-a-dia impossível dadas as constantes greves dos guardas prisionais que as fazem, durante meses seguidos, por saberem que os seus ordenados são recebidos, por inteiro, como se, na realidade, estivessem a cumprir as suas obrigações.
Saber que os responsáveis continuam a dormir tranquilamente como es tivessem cumprido a sua missão no local de trabalho é que nos deveria revoltar."

