“Tais
interrogatórios eram em tudo extraordinários: longas e prolixas dissertações
inquisitoriais sobre a prática da sodomia, entremeadas de breves falas do réu
negativas dos factos ou da própria validez das questões.” (pag. 335)
terça-feira, 5 de março de 2013
Conferência
| O acesso à justiça numa era pós-estatal |
| António Manuel Hespanha (Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa)
7 de março de 2013, 15h00, CES-Lisboa, Picoas Plaza, Rua do Viriato, 13, Lj. 117/118
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segunda-feira, 4 de março de 2013
Leituras
“O escravo
era considerado, simultaneamente, um bem e uma pessoa. Esta dupla natureza
tinha como consequência que cada um dos papéis colocava limites à realização do
outro, ou seja, o seu valor como património do dono amputava-o de grande parte
das prerrogativas próprias dos outros seres humanos, assim como a sua condição
humana colocava também algumas limitações ao poder do senhor. Nada, no entanto,
que fosse difícil de aceitar pelas pessoas da época, tal como hoje se aceita
geralmente que um trabalhador assalariado seja tido pelos empregadores simultaneamente
como pessoa e como factor de produção, com as inevitáveis consequências para as
suas condições de vida.” (pags. 291/292)
domingo, 3 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
Cova da Beira
Foi mais um caso que sustentou ignomínias durante anos. É mais uma
absolvição que humilha a investigação. Talvez isso seja secundário. Talvez o
verdadeiro objetivo tivesse sido atingido. A última palavra pertence aos
tribunais, o que é, apesar de tudo, uma garantia. Mas dificilmente a última
palavra reparará os danos indeléveis.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
A Fabiana
A Fabiana, uma miúda, desapareceu. Arranjaram-lhe um raptor que,
julgado, foi absolvido. É um caso idêntico a tantos outros em que se vai do arguido para o caso e não do caso para o arguido. Nos entretantos judiciários,
a Fabiana, uma miúda pobre, continua desaparecida. Discretamente.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Fins inconvenientes
Quando se lê um ofício oficial que começa para os fins tidos por convenientes só se pode presumir que há
responsabilidades que não se assumem ou ignorâncias que se desconhecem. Em nome
da transparência e da eficiência, os fins tidos por convenientes deveriam ser
proibidos. Por inconvenientes.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
A politização
Só por
hipocrisia ou cobardia o óbvio não tem sido dito. O perigo da politização do
Ministério Público há muitos anos que não vem da esquerda mas da direita. A
estratégia de dominação que atingiu o seu auge na dramatização da farsa que se
denominou Freeport não pode ser
iludida. Curiosamente, continua a ser a pedra de arremesso para atingir a
dignidade de quem o não merecia. Digo-o para que um dia não se diga que o
silêncio foi de todos.
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