domingo, 16 de maio de 2010
Jurisprudência corporativa
Insólito
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Do fisco e do crime
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Excessos
quarta-feira, 12 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
À face d`outros
Se alguma vez me fizerem o convite para uma almoçarada ou uma jantarada de promoção do secretário-geral do Partido Socialista, o que é, obviamente, improvável, não tenho a certeza de que o aceitarei. Mas não tenho dúvidas de que me sentirei legitimado para o aceitar.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
As escutas, ainda
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Privacidades nossas
Desconfi(n)anças
terça-feira, 4 de maio de 2010
Privacidades outras (2)
No Reino Unido, em 31 de Março 2009, 4 859 934 indivíduos (9,1% da população) tinham o seu perfil genético no National DNA Database, o que correspondeu a um aumento de 11% relativamente ao período anterior (2007/2008). 4 em cada 5 perfis respeitavam a homens.
O número de perfis obtidos de voluntários era de 36 093.segunda-feira, 3 de maio de 2010
Justiças plenárias
O tribunal era constituído pelos juízes João Ribeiro Vieira de Castro, presidente, e Mário Valente Leal e Azevedo Soares, vogais.
Manuel de Jesus Meneses representava o Ministério Público e os advogados Coelho dos Santos, Raul de Castro e Alexandre Babo defendiam os réus.
Mário Sacramento, em 22 de Abril de 1968, no seu Diário, comenta o que acontecera 10 anos antes:
O juiz-presidente era o tipo do inquisidor nato: imbecil, fanático, despótico. Interrompendo tudo o que pudesse favorecer a defesa. Quando o Sarabando depôs, ao ouvi-lo referir-se ao Salazar, atalhou:
- Deixe o Sr. Presidente do Conselho em paz! Ele está a trabalhar, no seu gabinete, para bem de todos nós!
Por sarcasmo de Belzebu, era proprietário de uma loja de brinquedos, onde decerto havia metralhadoras de plástico, pistolas de lata e tambores… de pele suspeita.
O Azevedo Soares, entre parêntesis Carcavelos, representava o direito de sangue. Salvava as aparências da justiça, com as chamadas perguntas à inteligência e a pose afidalgada dum Salomão de 3ªB.
O Leal, por último, o plebeu promovido, que, como manda o mito, fazia aquilo pelos cabelos, coitado, e a quem cumpria ser a capa protectora, por ser da oposição (no íntimo) e só por causa dos feijões se sujeitar ao entremez. De qualquer modo, estiveram horas para dar a sentença, o que foi atribuído às objecções dele.
O delegado também passou por santinho, o que não trouxe prejuízo à causa, uma vez que a parelha Vieira de Castro-Azevedo Soares (Cascaveis) era imbatível.
Quanto ao meu advogado –o Armando Bacelar-, foi sem dúvida um factor positivo, na medida em que pôs a sua inteligência, sentido político e largo treino destas anadanças ao serviço de sucessivos adiamentos e distorções processuais. Mas aconteceu, logo por azar, que também ele caiu sob a alçada da repressão e teve de esconder-se longos meses, pelo que fui forçado a improvisar-lhe uma substituição.
domingo, 2 de maio de 2010
Privacidades outras (1)
934 112 são perfis respeitantes a pessoas "mises en cause dans des affaires judiciaires" e serão conservados durante 25 anos.
sábado, 1 de maio de 2010
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Justo e equitativo
Um julgamento justo e equitativo pressupõe a possibilidade de uma avaliação distanciada da prova, de uma avaliação que não esteja inquinada por condenações antecipadas. O que se está a verificar são os julgamentos sumários, não só pela violação do segredo de justiça, mas sobretudo pela assunção institucional dos factos e da prova sem que se tenha verificado qualquer contraditório. É a policialização do sistema, no seu melhor, perante o silêncio de juízes e procuradores. Não há razões de prevenção criminal que justifiquem tais dislates.
